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O que é melhor em uma campanha política: baixa rejeição ou alta aceitação?

O que é melhor em uma campanha política: baixa rejeição ou alta aceitação?

Quando falamos de campanhas eleitorais, essa é uma pergunta que sempre vem à nossa cabeça: a rejeição é mais importante que a aceitação de um candidato?

Para cargos como prefeito, governador, senador e presidente a resposta é sim.

As pesquisas políticas não determinam apenas a intenção de votos dos eleitores, mas são também importantes ferramentas para a condução da campanha e avaliação da comunicação de um candidato em cada região eleitoral.

E é no desenvolvimento da estratégia de comunicação que entendemos o motivo que leva a rejeição a ser mais importante que a aceitação.

Vejamos um exemplo:

O candidato A está liderando as pesquisas com 30% das intenções de voto contra 15% do candidato B.

Porém, a rejeição do candidato A é de 60% contra apenas 3% do candidato B.

Na prática, isso significa que o candidato A dificilmente passará a barreira dos 40% dos votos pois 60% dos eleitores não votarão nele em hipótese nenhuma. Enquanto o candidato B poderia chegar a até 97% dos votos, pois apenas 3% dos eleitores não o consideram como opção.

O potencial de crescimento do candidato B é muito maior, por isso, suas chances de vitória também tende a crescer.

Claro que há muitos outros fatores envolvidos e esse é apenas um exemplo simplificado para explicar como essa teoria funciona. Mas também serve para mostrar como uma pesquisa bem feita e com a análise de profissionais pode mostrar caminhos inesperados e oportunidades disfarçadas para um candidato.